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MORMONISMO (PARTE 1)

 

História

 

O Mormonismo teve início com Joseph Smith Jr. que nasceu em 23 de Dezembro de 1805, em Vermont. Ele era o quarto filho de Lucy e Joseph Smith.  O pai de Joseph era conhecido como caçador de tesouros enterrados, particularmente o do Capitão Kidd. Sua mãe era extremamente supersticiosa.

 

 Joseph Smith Jr. afirmou que estava perturbado pelas diferenças entre as denominações do Cristianismo e perguntava-se qual seria a verdadeira. Em 1820, quando ele tinha 14 anos, ele foi para a mata para orar a respeito disto e alegou que Deus, o Pai, e Jesus apareceram a ele e lhe disseram para não unir-se a qualquer daquelas igrejas denominacionais. 

 

Três anos depois, em 21 de setembro de 1823, quando tinha 17 anos, um anjo chamado Moroni, que supostamente era filho de Mórmon, o líder de um povo chamado Nefitas, que tinha vivido na América, apareceu a ele e lhe disse que fora escolhido para traduzir o Livro de Mórmon que fora compilado pelo pai de Moroni perto do quarto século. 

 

O livro fora escrito em placas de ouro e escondido próximo de onde Joseph vivia em Palmyra, Nova York. Joseph Smith disse que em 22 de setembro de 1827 ele recebeu as placas e que o anjo Moroni o instruiu a iniciar o processo de tradução. 

 

A tradução foi finalmente publicada 1830 como o Livro de Mórmon. Joseph afirmou que durante este processo de tradução, João Batista apareceu-lhe e ordenou-lhe que completasse o trabalho divino de restaurar a verdadeira igreja pela pregação do verdadeiro evangelho que, alegadamente, havia se perdido da Terra. 

 

O Livro de Mórmon é, supostamente, a história de um povo que veio viver no Meio-Leste da América do Norte. Ele cobre o período de 600 a.C. a 400 d.C. Fala acerca dos Jareditas, povo que originou-se na Torre de Babel e que veio para o centro da América, mas que pereceu por causa da sua própria imoralidade. 

 

Ele descreve, também, alguns judeus que fugiram da perseguição em Jerusalém e vieram para a América liderados por um homem chamado Nefi. Os judeus eram divididos em dois grupos conhecidos como Nefitas e Lamanitas, que lutavam entre si. Os Nefitas foram eliminados em 428 d.C. Os Lamanitas continuaram e são conhecidos como os Índios Americanos. 

 

O Livro de Mórmon é o registro do líder Nefita, Mórmon, acerca da sua cultura, civilização e da aparição de Jesus aos americanos. Depois da publicação do Livro de Mórmon, o mormonismo começou a crescer. Devido ao fato da sua religião aceitar desvios do Cristianismo, como por exemplo, pluralidade de deuses, poligamia (dizem que Joseph teve 27 esposas), etc., a perseguição forçou-os a mudarem-se de Nova York para Ohio, depois para o Missouri, e finalmente para Nauvoo, Illinois. 

 

Depois de ser acusado de quebrar algumas leis em Nauvoo (por destruir uma gráfica que estava imprimindo uma publicação que alertava contra o mormonismo), Joseph e seu irmão Hyrum terminaram na cadeia. Depois, uma multidão invadiu a cadeia e matou Joseph e seu irmão. 

 

Depois da sua morte, a igreja dividiu-se em dois grupos: um liderado pela sua viúva, que voltou para Independence, Missouri. Eles eram conhecidos como Reorganized Church of Jesus Christ of Latter-day Saints (A Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias). Eles afirmavam ser a igreja verdadeira e permaneceram afirmando ter a sucessão legal da presidência da igreja que fora passada para o filho de Joseph Smith por ele mesmo. 

 

O outro grupo, liderado por Brigham Young, foi para Utah onde, em 1847, chegaram ao Lago Salgado e fundaram a cidade de Salt Lake City. Brigham teve 25 esposas e acumulou muita fortuna. 

 

É cristão o mormonismo? 

 

Algumas religiões, como o mormonismo, pretendem passar-se por cristãs em suas crenças e práticas. Esta talvez pareça ser uma pergunta enigmática para muitos mórmons, bem como para alguns cristãos. Os mórmons dirão que são cristãos e que eles incluem a Bíblia na lista dos quatro livros que reconhecem como escritura. Explicarão que sua crença em Jesus Cristo é parte central de sua fé, e que isto é indicado pelo seu nome oficial, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. 

 

Além disso, muitos cristãos têm escutado o Coral do Tabernáculo Mórmon cantar hinos cristãos, e ficam impressionados com a dedicação de muitos adeptos quanto às suas regras morais e sua forte estrutura familiar. Não seria, então, por isso, o mormonismo uma religião cristã? 

 

Para responder a esta pergunta de maneira correta e imparcial, precisamos comparar cuidadosamente as doutrinas básicas da religião mórmon com as do Cristianismo bíblico, histórico. Para mostrar a posição dos mórmons, temos utilizado suas próprias Escrituras e livros normativos publicados pela igreja mórmom.

 

As obras citadas incluem: Princípios do Evangelho; Como Conseguir um Casamento Celestial; Ensinamentos do Profeta Joseph Smith; Regras de Fé; e os três volumes de Doutrinas de Salvação. Faremos agora a comparação entre algumas áreas fundamentais de doutrina. 

 

Doutrinas

 

1- Há mais de um Deus verdadeiro? 

 

A Bíblia ensina que há um só Deus vivo e verdadeiro, e que além Dele não há outros deuses (Deuteronômio 6.4/ Isaías 43.10,11; 44.6,8; 45.21,22/ Marcos 12.29-34)

 

Ao contrário, a igreja mórmon ensina que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses separados (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, pp. 361,362/ Mórmon Doctrine, pp. 576,577), e que o filho e o Espírito Santo são ambos a prole literal do Pai Celestial com uma esposa celestial (Joseph Fielding McConkie, Enciclopédia do Mormonismo, vol. 2, p. 649). 

 

O mormonismo ensina que há múltiplos deuses (A Pérola de Grande valor, O Livro de Abraão, 4.1; 5.21), e que os seres humanos podem vir a ser deuses e deusas no Reino Celestial (Doutrina e Convênios, 132.19,20/ Princípios do Evangelho, p. 236/ Como Conseguir um Casamento Celestial, pp. 123-126). Eles ensinam ainda que aqueles que alcançam a divindade teriam o que eles chamam de “filhos espirituais” que adorariam e orariam a eles, assim como nós adoramos e oramos a Deus pai (Princípios do Evangelho, pp. 9,11,290). 

 

“Pregarei sobre a pluralidade dos deuses... Desejo esclarecer que em todas as congregações que falei sobre a deidade, sempre tratei da pluralidade dos deuses. Os élderes o pregam há 15 anos. Eu sempre declarei que Deus é um personagem distinto, que Jesus Cristo é um personagem separado e distinto de Deus, o Pai, e que o Espírito Santo é outro personagem distinto, e é Espírito; são três personagens distintas e três deuses. Se esta proposição concorda com o Novo Testamento, olhai! Vede! Temos três deuses e são uma pluralidade; e quem pode contradizer isso?... De maneira que a doutrina da pluralidade de Deuses ocupa um lugar tão proeminente na Bíblia como em qualquer outra doutrina. Está em toda a Bíblia, e além de toda controvérsia... Paulo disse que há muitos deuses e muito senhores... Alguns afirmam que não interpretam as Escrituras como eles o fazem. Alegam que elas se referem aos deuses pagãos. O apóstolo Paulo disse que há muitos deuses e muitos senhores; isso significa um pluralidade de deuses, apesar dos caprichos de todos os homens... Vós sabeis, e eu testifico, que Paulo não aludia aos deuses pagãos. Sei disso, porque Deus mo revelou, quer isso lhes agrade ou não. Tenho o testemunho do Espírito Santo e o testemunho de que Paulo não se referia aos deuses pagãos nesta passagem” (Ensinamento do Profeta Joseph Smith, edição 1975, pp. 362,363). 

 

Observamos que Joseph Smith Jr. declara ser o mormonismo triteísta, ou seja, a crença na existência de três deuses. A Bíblia declara a existência de um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, que é o que define a doutrina da Trindade. O Pai é chamado Deus (Efésios 1.2); o Filho é chamado Deus (João 1.1; 20.28/ Filipenses 2.10,11/ Tito 2.13/ 1 João 5.20); o Espírito Santo é chamado Deus (Atos 5.3,4/ 2 Coríntios 3.17,18). E declara ao mesmo tempo existir um só Deus (Deuteronômio 6.4, comparado com Gênesis 1.26,27; 3.22; 11.6,7/ Isaías 6.3-8/ Mateus 28.19/ 2 Coríntios 13.13). Esse conceito de muitos deuses ensinado por Joseph Smith Jr. deve ser rejeitado por não estar de acordo com a Bíblia (confere Isaías 44.6; 45.21,22)

 

O ensino bíblico sobre a existência de um só Deus em três pessoas é corroborado pelo próprio Livro de Mórmon: “E em sua ira havia jurado ao irmão de Jarede que todos os que habitassem esta terra da promissão, daquele tempo em diante para sempre, deveriam servir a ele, o verdadeiro e único Deus, ou seriam varridos quando sobre eles caísse a plenitude da sua ira” (Éter 2.8 – Livro de Mórmon). “E Zeesrom disse-lhe: Dizes que existe um Deus vivo e verdadeiro? E Amuleque respondeu: Sim, existe um Deus vivo e verdadeiro. Disse então Zeesrom: Existe mais de um Deus? E ele respondeu: Não. Então, perguntou-lhe Zeesrom novamente: Como sabes estas coisas? E ele disse: Um anjo, mas deu entender... todos serão levados perante o tribunal de Cristo, o Filho, e Deus, o Pai, e o Espírito Santo, que são um eterno Deus, para serem julgados segundo as suas obras, sejam elas boas ou más” (Alma 11.26-35,44 – Livro de Mórmon). 

 

O mormonismo cita o Salmo 82.6-7 e João 10.34 para justificar sua doutrina de pluralidade de deuses ou politeísmo e justificativa para seu ensino da divinização do homem; e também, como apoio para o seu ensino de que Satanás falou a verdade quando ofereceu divindade a Eva. Essa aplicação é falsa, pois o Salmo 82 não afirma, sereis deuses, como esperam os mórmons, mas sois deuses. Por causa da queda, o homem se tornou semelhante a esses falsos deuses. Em João 10.35 Jesus repetiu aos seus acusadores o Salmo 82.6 e com isso Ele tinha dois objetivos: 1) demonstrar que eles não entendiam suas próprias Escrituras, e por isso não estavam em condições de condená-lo por Ele afirmar que era Deus; 2) demonstrar para eles as profundezas e o horror de sua religião. Ser chamado de deuses é algo terrível, é ser identificado com demônios que se rebelaram contra Deus e se esforçam para reinar em lugar Dele.

 

O contexto de João 10.34 mostra que certos judeus pegaram em pedras para atirar sobre Jesus, admitindo que Ele havia blasfemado: “não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10.33). Jesus respondeu com as palavras dos versículos 35 e 36. Longe de justificar a doutrina de pluralidade de deuses. Jesus estava fazendo uma comparação, contrastando a Si mesmo com os que eram chamados deuses no Salmo 82. Os judeus estavam familiarizados com o Salmo 82 e sabiam que a Palavra de Deus estava falando contra os que assim se consideravam deuses. O ponto de vista de Jesus, com efeito, era: se os juízes podiam ser chamados deuses, como podiam objetar Jesus quando se dizia Filho de Deus? Jesus não estava ensinando o politeísmo. 

 

2- Deus Pai uma vez já foi homem como nós?

 

Uma das marcas das seitas é humanizar a Deus! Refutando este ensino da natureza material de Deus possuir um corpo físico, a Bíblia ensina que Deus Pai é Espírito (João 4.24/ 1 Timóteo 6.15,16), que não é um homem (Números 23.19/ Oséias 11.9/ Romanos 1.22,23) e que sempre (eternamente) existiu como Deus – onipotente, onipresente e onisciente (Salmos 90.2; 139.7-10/ Isaías 40.28; 44.6-8). A Bíblia também diz que um espírito não possui carne e osso (Lucas 24.39/ 1 Timóteo 1.17)

 

Ao contrário, a igreja mórmon ensina que Deus Pai foi um homem como nós, que progrediu até tornar-se um Deus e, mesmo nessa condição, continua a possuir um corpo de carne e osso. “Cremos num Deus que é progressivo, cuja majestade é a inteligência, cuja perfeição consiste em progresso eterno, um Ser que chegou a esta condição exaltada por um caminho que a seus filhos é permitido seguir, e de cuja glória antes participaram como herdeiros. Não obstante a oposição das seitas, apesar de ser acusada diretamente de blasfêmia, a Igreja proclama esta verdade eterna: Como o homem é, Deus foi; Como Deus é, o homem poderá vir a ser” (Regras de Fé, edição 1983 – p. 389, James E. Talmage). “O Pai tem um corpo de carne e osso tão tangível como o do homem; o Filho também; mas o Espírito Santo não tem um corpo de carne e ossos, mas é um personagem de Espírito. Se assim não fora, o Espírito Santo não poderia habitar em nós” (Doutrina e Convênios, 130.22, edição 1997, p. 306). “O próprio Deus já foi como nós somos agora – ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes!” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, edição 1975, pp. 336,337). 

 

Além disso, o mormonismo ensina que Deus tem um pai, um avô, e assim sucessivamente. “De modo que, se Jesus teve um Pai, o que nos impede de crer que o Pai também teve um Pai? Desprezo a idéia de ficar atemorizado por causa desta doutrina, porque a Bíblia dela está repleta” (Ensinamento do Profeta Joseph Smith, edição 1975, p. 365). 

 

Os textos bíblicos refutam esse ensino de um Deus progressivo. O ensino de que Deus antes era um homem e que evoluiu até a condição de Deus é negado pela Bíblia (confere Números 23.9/ Jeremias 10.10/ Oséias 11.9/ Malaquias 3.6). Paulo adverte contra aqueles que admitem a existência de um Deus como criatura: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Romanos 1.22,23)

 

O interessante também é que o próprio “Livro de Mórmon” contraria o ensino de Joseph Smith Jr. Quando afirma: “Porque sei que Deus não é um Deus parcial, nem um ser variável; ao contrário, é imutável de eternidade em eternidade” (Morôni 8.18 – Livro de Mórmon). 

 

3- Deus-Adão?

 

“Quanta descrença existe nas mentes dos Santos do Últimos Dias em relação a uma doutrina particular que eu revelei a eles, e que Deus revelou a mim, isto é, que Adão é o nosso Pai e Deus... Nosso Pai Adão ajudou a fazer esta terra, a qual foi criada especificamente para ele, e, depois que foi feita, ele e seus companheiros vieram aqui. Ele trouxe uma de suas esposas com ele, e ela chamava-se Eva, porque era a primeira mulher sobre a terra. Nosso Pai Adão é o homem que está em pé na porta, e segura as chaves da vida eterna e da salvação para todos os seus filhos que vieram e que hão de vir sobre a terra... Pois, alguém diz: Por que Adão foi chamado Adão? Ele foi o primeiro homem na terra, e o seu alicerçador e criador. Ele, com ajuda de seus irmãos, trouxe a existência. Então ele disse: Quero que meus filhos que estão no mundo dos espíritos venham e vivam aqui. Eu uma vez morei em uma terra parecida com esta, em um estado mortal, eu fui fiel, eu recebi minha coroa e exaltação. Eu tenho o privilégio de estender a minha obra, e o seu crescimento não terá fim. Eu quero que os meus filhos nascidos de mim no mundo dos espíritos venham aqui e tomem tabernáculos de carne, para que seus espíritos possam ter uma casa, um tabernáculo, uma morada...” (The Desert News – 18 de junho de 1873 (sermão – parte dele), “On the Frontliness to Mormons”, p. 71, Brigham Young). “Então se Brigham Young ensinou que Adão é o Pai De Nossos Espíritos, o Adão dele é o mesmo que a Igreja Mórmon hoje chama de Elohim, quer dizer ‘Nosso Pai Celestial’” (Regras de Fé, edição 1983, p.52, James E. Talmage).

 

Deve ficar claro que esse ensino de Brigham Young é estapafúrdio. Adão foi o primeiro ser criado por Deus e não o próprio Deus (Atos 17.26/ 1 Corínitos 15.45). Paulo declarou que os homens mudariam a glória de Deus incorruptível à semelhança de imagem de homem corruptível (Romanos 1.23) e essa declaração não passa de uma tentativa nesse sentido. Outro deus Adão não existe biblicamente (Isaías 43.10)

 

4- Preexistência do homem?

 

 O mormonismo ensina que os homens têm uma existência anterior ao seu nascimento: “O espírito do homem não é um ser criado; ele existiu e existirá pelas eternidades. O que é criado não pode ser eterno; e a terra, a água etc., existiram por toda a eternidade” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, edição 1975, p. 153). “Quando vivíamos como filhos espirituais com nossos pais celestes, nosso Pai Celestial contou-nos a respeito do seu plano para nos tornarmos mais semelhantes a ele. Rejubilamo-nos quando ouvimos a respeito disto. Estávamos ansiosos por novas experiências. A fim de que estas coisas pudessem acontecer, era preciso que deixássemos a sua presença e recebêssemos corpos mortais. Precisávamos de outro lugar para viver, onde nos poderíamos preparar para nos tornarmos como ele. Nosso novo lar foi chamado terra” (Princípios do Evangelho, edição 1988, p. 23). 

 

A Bíblia ensina que só Deus é imortal (Isaías 46.9/ 1 Timóteo 6.15,16). Nossos espíritos não vieram do ventre de uma mãe celestial (Zacarias 12.1). Assim a Bíblia ensina que o homem teve seu princípio na terra. Só Cristo teve preexistência dado como integrando a Trindade por toda a eternidade, não teve princípio. Jesus preexistiu não porque fosse homem, mas porque era Deus antes de tornar homem (João 1.1; 8.23,58/ Hebreus 13.8/ Compare Isaías 7.14 com Mateus 1.21-23| Isaías 9.6; 41.4; 44.6 com Apocalipse 1.17; 2.8; 22.13). Mas a Bíblia não faz referência a preexistência do homem (1 Coríntios 15.44,46,49)

 

Buscando apoio na Bíblia para sua doutrina da preexistência humana, os mórmons costumam citar: “Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saístes da madre te santifiquei: às nações te dei por profeta” (Jeremias 1.5). Se Deus tivesse dito: Antes que eu o formasse no ventre materno, TU ME CONHECESTE..., isto seria uma prova da preexistência do homem. O texto prova a onisciência de Deus, que sabe todas as coisas antes que elas aconteçam. A palavra conhecer implica um relacionamento especial de compromisso (Amós 3.2). Deus tem conhecimento antecipado (Salmos 139.13-16) e é capaz conduzir o chamado (Jeremias 1.8-10)

 

5- Jesus e Satanás são espíritos irmãos?

 

Se interrogarmos os mórmons se eles crêem em Jesus, a resposta será positiva. Mas duas perguntas são necessárias: 1) Qual Jesus? 2) Em qual Jesus os mórmons estão depositando a sua confiança? 

 

A Bíblia ensina que Jesus é o único e verdadeiro Filho de Deus; Ele sempre existiu como Deus, e é co-eterno e co-igual com o Pai (João 1.1-14; 10:30/ Colossences 2.9). Ainda que nunca tenha sido menos que Deus, no tempo indicado pôs de lado a glória que compartilhavam com o Pai (João 17.4,5/ Filipenses 2.6-11) e foi feito “semelhante aos homens” para realizar a obra da nossa salvação. Sua encarnação (não confundir com “reencarnação”) se fez realidade quando foi sobrenaturalmente concebido pelo Espírito Santo e nasceu de uma virgem, chamada Maria (Mateus 1.18-23/ Lucas 1.34,35)

 

Ao contrário, a igreja mórmon ensina que Jesus Cristo é nosso irmão mais velho, e que progrediu até chegar a ser um deus, tendo primeiro sido gerado como um “filho espiritual” por meio do Pai e de uma mãe celestial, e depois concebido fisicamente pelo Pai e pela virgem Maria. A doutrina mórmon afirma que Jesus e Lúcifer são irmãos (Como Conseguir um Casamento Celestial, pp. 123,124/ Princípios do Evangelho, pp. 9,15,16,54,57). 

 

“A posição de Cristo como Salvador do mundo é rejeitada por um dos outros filhos de Deus. Ele era chamado Lúcifer... este espírito irmão de Jesus tentou inutilmente tornar-se o Salvador da humanidade” (The Gospel Throught the Ages, edição 1945, p. 15). Como podia Jesus ser um espírito irmão de Satã quando Ele é o Criador de todas as coisas, tendo criado até o próprio Lúcifer (Ezequiel 28.13-15). Como poderia ser espírito irmão de sua própria criação? Impossível! 

 

6- Jesus não foi gerado pela virgem Maria? 

 

Uma das principais marcas das seitas é negar o nascimento virginal de Jesus. “Quando a Virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o tinha gerado à sua própria semelhança. Jesus não foi gerado pelo Espírito Santo” (Journal of Discourses, vol. 1, p. 50, Brigham Young – “Were does it say that?”, edição 1982, Bob White). Segundo o mormonismo, o Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível quanto o nosso (Doutrina e Convênios, 130.22) e o nascimento de Jesus foi o resultado do relacionamento sexual de Deus, o Pai, com a virgem Maria. “O nascimento do Salvador foi tão natural quanto o dos nossos filhos, foi o resultado de uma ação natural. Ele participou da carne e sangue – e foi gerado por seu Pai, assim como nós somos gerados pelos nossos pais" (Journal of Discourses, vol. 8, edição 1860 – p. 115, Brigham Young – “Were does it sap that?”, edição 1982, p. 4, Bob Witte). “Cristo foi gerado pelo Pai Imortal do mesmo modo que os homens mortais são gerados por seus pais” (Mormon Doctrine, edição 1979, p. 547, Bruce R. McConkie). 

 

7- Jesus é um Salvador incapaz? 

 

Muitos mórmons declararão com afoiteza que aceitam Jesus como o seu Salvador. Mas qual a parte que toma Jesus na sua salvação? “Cremos que por meio do sacrifício Expiatório de Cristo, toda a humanidade pode ser salva por obediência às leis e ordenanças do Evangelho” (Regras de Fé, edição 1981, p. 11, James E. Talmage). “A expiação de Jesus Cristo é de natureza dual. Por causa dela, todos os homens são redimidos da morte mortal e da sepultura, e se levantarão na ressurreição para a imortalidade da alma. Então, novamente pela obediência às leis e ordenanças do Evangelho, o homem receberá remissão dos pecados individuais, através do sangue de Cristo, e herdará exaltação do reino de Deus, a qual é a vida eterna” (Doutrinas da Salvação, vol. 1, edição 1994, p. 134, Joseph Fielding Smith). 

 

Ainda encontramos a posição dos mórmons quanto a insuficiência de Cristo para a salvação nos seguintes termos: “Porque trabalhamos diligentemente para as escrever, a fim de persuadir nossos filhos e nossos irmãos a acreditarem em Cristo e a se reconciliarem com Deus; pois sabemos que é pela graça que somos salvos, depois de tudo o que pudermos fazer” (2 Nefi 25.23 – Livro de Mórmon). 

 

Em contraste com este ensino, a Bíblia declara o contrário em: João 6.28,29/ Atos 16.31/ 1 Coríntios 15.1-4/ Hebreus 7.25. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9). “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1)

 

8- Jesus não deve ser adorado? 

 

Os mórmons recusam adoração e oração a Jesus. “Adoramos o Pai, unicamente Ele e a ninguém mais. Não adoramos o Filho e não adoramos o Espírito Santo. Sei perfeitamente o que dizem as Escrituras sobre adorar Cristo e Jeová, mas elas falam num sentido completamente diferente – no sentido de admiração e de reverente agradecimento àquele que nos redimiu. A adoração no verdadeiro sentido do termo fica reservada a Deus primeiro, o Criador” (Brigham Young University address, 2 de março de 1982/ Vinde a Cristo, edição 1984, p. 43). Na Bíblia Deus, o Pai, ordena que os anjos adorem a Seu Filho (Hebreus 1.6/ Apocalipse 5.12,13)

 

9- Perigoso muita intimidade com Jesus? 

 

“Existem pessoas com entusiasmo excessivo que as levam a ultrapassar o marco. Seu desejo de excelência é desmedido. No empenho de serem mais reais do que o rei, devotavam-se a conseguir um relacionamento pessoal especial com Cristo que, além de impróprio, é perigoso. Digo perigoso, porque este curso, particularmente na vida de pessoas espiritualmente imaturas, é um passatempo religioso que leva à atitude prejudicial de santidade aos próprios olhos. Em outros casos, conduz à depressão, porque o pretendente à perfeição sabe que não está vivendo como deveria. Outro perigo é esses envolvidos muitas vezes começavam a orar diretamente a Cristo por sentirem uma amizade toda especial por eles...” (Vinde a Cristo, edição 1984, p. 47). 

 

Quando um relacionamento especial com Cristo pode ser perigoso? Não é assim que pensava Paulo! (confere Gálatas 2.20). Estaria errado Estêvão ao orar a Cristo? (confere Atos 7.59)

 

 

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