

Todas as pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerância religiosa e extensiva a todos. Isso não significa, porém, que todas as religiões sejam boas. Nos dias de Jesus havia vários grupos religiosos: os saduceus (Atos 5.17) e os fariseus (Atos 15.5). Os dois grupos tinham posições religiosas distintas (Atos 23.8). Mesmo assim, Jesus não os poupou chamando-os de hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras (Mateus 23.13-15,33). O Mestre deixou claro que não aceitava a idéia de que todos os caminhos levam a Deus. Ele ensinou que há apenas dois caminhos: o estreito, que conduz à vida eterna, e o largo e espaçoso, que leva à destruição (Mateus 7.13,14).
PLURALIDADE RELIGIOSA
Existem milhares de seitas e religiões falsas, as quais pensam estar fazendo a vontade de Deus quando, na verdade, não estão. Há dez grandes religiões principais: Hinduísmo Jainismo, Budismo e Siquismo (na Índia); Confucionismo e Taoísmo (na China); Xintoísmo (no Japão), Judaísmo (na Palestina), Zoroastrismo (na Pérsia, atual Irã) e Islamismo (na Arábia). Nessa lista, alguns incluem o Cristianismo. Além disso, existem mais de dez mil seitas (ou subdivisões dessas religiões), estando seis mil localizadas na África, 1.200 nos Estados Unidos e o restante em outros países. Para efeitos didáticos, o Instituto Cristão de Pesquisas classifica assim as seitas:
Secretas: Maçonaria; Teosofia; Rosa Cruz; Esoterismo; etc.
Pseudocristãs: Mórmons; Testemunhas de Jeová; Adventistas do Sétimo Dia; Ciência Cristã; A Família (Meninos de Deus); etc.
Espíritas: Kardecismo; Legião da Boa Vontade; Racionalismo Cristão; etc. Afro-brasileiras: Umbanda; Quimbanda; Candomblé; Cultura Racional; etc.
Orientais: Seicho-No-Iê; Messiânica Mundial; Arte Mahikari; Hare-Krishna; Meditação Transcendental; Unificação (Moonismo); Perfeita Liberdade; Brahma Kumaris; Missão da Luz Divina; Seguidores de Osho; os praticantes de zen, de yoga e de tai-chi; etc.
Unicistas: Voz da Verdade; Igreja Local; Adeptos do Nome Yehoshua e suas variantes (ASNYS); Só Jesus; Tabernáculo da Fé; Cristadelfianismo; etc.
Gnósticas e ocultistas: Grande Fraternidade Universal; Sociedade Teosófica; Nova Acrópolis; etc.
Utópicas: Igreja da Cientologia; Danamhur; Igreja Universal e Triunfante; Findhorn; Esalen,;etc.
Enquanto essas e outras seitas se multiplicam, e seus guias desencaminham milhões de pessoas, os cristãos permanecem indiferentes, desatentos à exortação de Judas 3: “combater pela fé uma vez entregue aos santos”.
PORQUE ESTUDAR AS FALSAS DOUTRINAS
Muitos perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para esses, seria melhor dedicar-se à leitura da Bíblia. Isso é verdade. Devemos usar a maior parte de nosso tempo lendo e estudando a Palavra de Deus, porém essa mesma Palavra nos apresenta diretrizes comportamentais relacionadas aos que questionam nossa fé. Assim sendo, apresentamos as razões para o estudo das falsas doutrinas:
1. Defesa própria: Várias entidades religiosas treinam seus adeptos para ir, de porta em porta, à procura de novos adeptos. Algumas são especializadas em trabalhar com os evangélicos, principalmente os novos convertidos. Os cristãos devem se informar acerca do que os vários grupos ensinam. Só assim poderão rebatê-los biblicamente (Tito 1.9). "Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mateus 7.15). “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (2 Pedro 2.1).
2. Proteção do rebanho: Um rebanho bem alimentado não dará problemas. Devemos investir tempo e recursos na preparação dos membros da Igreja. Escolas bíblicas bem administradas ajudam nosso povo a conhecer melhor a Palavra de Deus. Um curso de batismo mais extensivo, abrangendo detalhadamente as principais doutrinas, citando argumentações dos sectários e expondo-lhes a verdade, será útil, para proteger os recém convertidos dos ataques das seitas. “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4.1). “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo” (1 João 4.1). “Amados, enquanto eu empregava toda a diligência para escrever-vos acerca da salvação que nos é comum, senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos. Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Judas 3,4).
3. Evangelização: O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários nos ajuda a apresentar- lhes a verdade de que necessitam. Entre eles se encontram muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e conhecer a Palavra de Deus. Os adeptos das seitas também precisam do Evangelho. Se estivermos preparados para abordá-los e demonstrar a verdade em sua própria Bíblia, poderemos ganha-los para Cristo.É imprescindível que o evangelista conheça as doutrinas das seitas para obter sucesso na evangelização ao abordar um pecador adepto de alguma seita. “Argumentava, portanto, na sinagoga com os judeus e os gregos devotos, e na praça todos os dias com os que se encontravam ali. Ora, alguns filósofos epicureus e estóicos disputavam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece ser pregador de deuses estranhos; pois anunciava a boa nova de Jesus e a ressurreição” (Atos 17.17,18).
4. Confissões: Desempenhar o trabalho de missões requer muito mais que deslocar-se de uma região para outra ou de um país para outro. Precisamos conhecer a cultura onde vamos semear o Evangelho. Junto à cultura teremos a religiosidade nativa. Conhecer antecipadamente tais elementos nos dará condições para alcançá-los adequadamente.
5. Aumenta nossa fé: Ao adentrarmos no ramo da heresiologia nossa fé é aumentado de duas maneiras:
a) Para combatermos as heresias somos impelidos a estudar mais a teologia e as doutrinas essências da fé cristã tais como: Salvação, Trindade, inferno etc. Tudo isso resulta em mais edificação espiritual;
b) Ao estudarmos as aberrações doutrinárias das seitas somos capazes de avaliarmos quão alicerçados estamos no evangelho da graça de Deus e como o evangelho genuíno de Cristo é simples e descomplicado ante as incoerências heterodoxas das seitas. Isto serve como um antídoto contra as heresias das seitas.
6. Aumenta nossa responsabilidade: Sabendo da importância de combater o bom combate da fé nossa responsabilidade se torna maior ainda para com os pecadores ou como diz o profeta: “Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; se não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, a fim de salvares a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade; mas o seu sangue, da tua mão o requererei” (Ezequiel 3.18).
DEFINIÇÃO DOS TERMOS
Antes de apresentarmos os meios para se identificar uma seita ou religião falsa, saibamos o que significam as palavras seita e heresia. Ambas derivam da palavra grega háiresis, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola, etc.
A palavra heresia é adaptação de háiresis. Quando passada para o latim, háiresis virou secta. Foi do latim que veio a palavra seita. Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo. Quando o Cristianismo foi chamado de seita (Atos 24.5), não foi em sentido depreciativo. Os lideres judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do Judaísmo. Com o tempo, háiresis também assumiu conotação negativa, como em 1 Coríntios 11.19/ GáIatas 5.20/ 2 Pedro 1.1-2.
Em termos teológicos, podemos dizer que seita refere-se a um grupo de pessoas e que heresia indica as doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Baseando-se nessa explicação, podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo, fazer parte de uma seita.
Há outras definições sobre o que é seita:
1. “Um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas” (Dr. Walter Martin).
2. “É uma perversão, uma distorção do Cristianismo bíblico e/ou a rejeição dos ensinos históricos da Igreja cristã” (Josh McDoweell e Don Stewart).
3. “Qualquer religião tida por heterodoxa ou mesmo espúria” (J.K. Van Baalen).
Façamos um, breve comentário sobre o que é doutrina. A palavra doutrina vem do latim doctrina, que significa ensinar. Referindo-se a qualquer tipo de ensino ou a algum ensino específico. Existem três formas de doutrina:
a) Doutrina de Deus (Atos 1.42; 13.12/ Tito 2.10).
b) Doutrina de homens (Mateus 15.9; 16.12/ CoIossenses 2.22).
c) Doutrina de demônios (1 Timóteo 4.1).
A primeira é boa, as duas últimas são danosas. É preciso distinguir a primeira das últimas, senão os prejuízos podem ser fatais. O contraste entre a verdade e a mentira é mais nítido que o contraste entre a verdade e a falsidade. Religiões e seitas pagãs são fáceis de serem analisadas. Contudo, uma religião de seita que se apresente como cristã, mas tem uma doutrina contrária às Escrituras, merece uma atenção cuidadosa. Para tanto, devemos conhecer os meios adequados para se identificar uma seita.
A CARACTERIZAÇÃO DA SEITA
O método mais eficiente para se identificar uma seita é conhecer os quatro caminhos seguidos por elas, ou seja, o da adição, subtração, multiplicação e divisão. As seitas conhecem as operações matemáticas, contudo nunca atingem o resultado satisfatório.
1. Adição: O grupo adiciona algo à Bíblia. Sua fonte de autoridade não leva em consideração somente a Bíblia. Por exemplo:
Adventismo do Sétimo Dia. têm os escritos de Ellen White como inspirados tanto quanto os livros da Bíblia. Declaram: “Cremos que: Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia. Negamos que a qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas” (Revista Adventista, fevereiro/1994, p. 37). Essa alegação é altamente comprometedora. Diversas profecias escritas por Ellen White não se cumpriram. Isso põe em dúvida a alegação de inspiração e sua fonte.
As Testemunhas de Jeová (TJs). Crêem que somente com a mediação do corpo governante (diretoria das TJs, formada por um número variável entre 9 e 14 pessoas, nos EUA), a Bíblia será entendida. Declaram: “Meramente ter a Palavra de Deus e tê-la não basta para adquirir o conhecimento exato que coloca a pessoa no caminho da vida. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia” (A Sentinela, 1° de setembro de 1982. STV, p. 27). Essa afirmação iniciou-se com o seu fundador, Charles Taze Russell. Ele afirmava que seus livros explicavam a Bíblia de uma forma única. A Bíblia, fica em segundo plano, nos estudos das TJs. Apenas é usada como um livro de referência. A revista A Sentinela tem sido seu principal canal para propagar suas afirmações. O candidato ao batismo das TJs deve saber responder aproximadamente 125 perguntas. A maioria nega a doutrina bíblica evangélica. Certamente com a literatura das TJs é impossível compreender a Bíblia. Somente a Palavra de Deus contém ensinos que conduzem à vida eterna. Adicionar-lhe algo é altamente perigoso! (Apocalipse 22.18,19).
Mórmons. Nessa mesma linha, dizem crer na Bíblia, desde que sua tradução seja correta. Ensinam: “Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a palavra de Deus” (Artigo 8º das Regras de Fé). Eles acham que o “Livro de Mórmon” é mais perfeito que a Bíblia. “Declararei aos irmãos que o Livro de Mórmon era o mais correto de todos os livros da terra, e a pedra angular da nossa religião” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 178). Outros livros também são considerados inspirados: “Doutrina e Convênios” e “A Pérola de Grande Valor”. Usam também a Bíblia apenas como livro de referência. Citam as variantes textuais dos manuscritos como argumento de que a Bíblia não seja fidedigna. Ignoram, porém, que a pesquisa bíblica tem demonstrado a fidedignidade da Palavra de Deus.
Os Meninos de Deus (A Família). Dizem que é melhor ler os ensinamentos de David Berg, seu fundador, do que ler a Bíblia. “E quero dizer-vos francamente: se há uma escolha entre lerem a Bíblia, quero dizer-vos que é melhor lerem o que Deus diz hoje, de preferência ao que disse 2000 ou 4000 anos atrás! Depois, quando acabarem de ler as últimas Cartas de MO podem voltar a ler a Bíblia e as Cartas velhas de MO!” (“Velhas Garrafas” – MO, 1973, p. 11, n. 242-SD). Práticas abomináveis, segundo a moral bíblica, são praticadas nessa seita, justificadas com a Bíblia!
A Igreja da Unificação, do Rev. Moon. Julga ser seu princípio divino de inspiração mais elevado que a Bíblia. “A Bíblia... não é a própria verdade, senão um livro de texto que ensina a verdade... Portanto, não devemos considerar o livro de texto como absoluto em todos os detalhes” (O Princípio Divino, introdução, p. 7). Outro exemplo da consequencia de abandonar as Escrituras é observado nesse movimento. Além da Bíblia, rejeitam também o Messias e advogam um outro senhor.
Kardecistas. Não têm a Bíblia como base, mas a doutrina dos espíritos, codificada por Allan Kardec. Usam um outro Evangelho conhecido como “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Dizem: “Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O Espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas chamadas cristãs. Não assenta os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome – Espiritismo" (À Margem do Cristianismo, p.214). Procuram interpretar as parábolas e ensinos de Jesus Cristo segundo uma perspectiva espírita e reencarnacionista. A Palavra de Deus é bem clara quanto as atividades espíritas e suas origens.
A Igreja de Cristo Internacional (Boston). Interpreta a Bíblia segundo a visão de Kipp Mckean, o fundador. Um sistema intensivo de discipulado impede outras interpretações. Qualquer resistência do discípulo, referindo-se à instrução, desencadeará uma retaliação social.
O apóstolo Paulo diz que as Sagradas Letras tornam o homem sábio para a salvação pela fé em Jesus (2 Timóteo 3.15); logo, se alguém ler a Bíblia, somente nela achará a fórmula da vida eterna: crer em Jesus. A Bíblia relata a história do homem desde a antiguidade. Mostra como ele caiu no lamaçal do pecado. Não obstante, declara que Deus não o abandonou, mas enviou Seu filho Unigênito para salvá-lo. Assim, lendo a Bíblia, o homem saberá que sem Jesus não há salvação. Ele não procurará a salvação em Buda, Maomé, Krishna ou algum outro, nem mesmo numa organização religiosa; pois a Bíblia é absoluta e verdadeira ao enfatizar que a salvação do homem vem exclusivamente por meio de Jesus (João 1.45; 5.39-46/ Lucas 24.27,44/ Atos 4.12; 10.43; 16.30,31/ Romamos 10.9,10).
2. Subtração: O grupo subtrai algo da pessoa de Jesus.
Maçonaria. Vê Jesus simplesmente como mais um fundador de religião, ao lado de personalidades mitológicas, ocultistas ou religiosas, tais como, Orfeu, Hermes, Trimegisto, Krishna (o deus do Hinduísmo), Maomé (profeta do Is1amismo), entre outros. Se negarmos o sacrifício de Jesus Cristo e Sua vida, estaremos negando também a Bíblia, que O menciona como Messias (Isaías 7.14/ Daniel 7.13,14/ Mateus 1.21-23). Ou cremos integralmente na Palavra de Deus como revelação completa e, portanto, nas implicações salvíficas que há em Jesus Cristo, ou a rejeitaremos integralmente. Não há meio termo.
Legião da Boa Vontade (LBV). Subtrai a natureza humana de Jesus, dizendo que Jesus possui apenas um corpo aparente ou fluídico, além de negar Sua divindade, dizendo que Ele não é Deus e que jamais afirmou que fosse Deus (Livro de Jesus, José Paiva Netto. “Doutrina do Céu da LBV”, Zarur, Alziro. 10ª edição, pp. 108-112). “Jesus não poderia nem deveria, conforme as imutáveis Leis da Natureza, revestir o corpo material do homem do nosso planeta, corpo de lama, incompatível com sua natureza espiritual, mas um corpo fluídico” (“Doutrina do Céu da LBV”, p. 108). “Agora, o mundo inteiro pode compreender que Jesus, o Cristo de Deus não é Deus nem jamais afirmou que fosse Deus” (“Doutrina do Céu da LBV”, p. 112).
Testemunhas de Jeová. Também subtraem a divindade de Jesus. Dizem que Ele é um anjo, o arcanjo Miguel na sua preexistência, sendo a primeira criação de Jeová.
Adventistas do Sétimo Dia. Ensinam que Jesus tinha uma natureza pecaminosa, caída.
Kardecistas. Ensinam que Jesus foi apenas um médium de Deus. “Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus” (“A Gênese”, p. 311).
A Bíblia ensina que Jesus é Deus (João 1.1; 20.28/ Tito 2.13/ 1 Jo 5.20/ confere Isaías 7.14; 9.6). Assim sendo, não pode ser equiparado meramente com seres humanos ou mitológicos, nem mesmo com os anjos, que o adoram (Hebreus 1.6). A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus, pois nasceu como homem (Lucas 2.7), cresceu como homem (Lucas 2.52), sentiu fome (Mateus 4.2), sede (João 19.28), comeu e bebeu (Mateus 11.19/ Lucas 7.34), dormiu (Mateus 8.24), suou sangue (Lucas 22.44) etc. Foi gerando pelo Espírito Santo no ventre de Maria, sendo portanto, santo, inocente e imaculado (Hebreus 7.26). É verdadeiramente Deus (João 5.18; 10.33-39/ 1 João 5.20) e verdadeiramente homem (Lucas 19.10).
3. Multiplicação: Pregam a auto-salvação. Crer em Jesus é importante, mas não é tudo. A salvação é pelas obras. Às vezes, repudiam publicamente o sangue de Jesus:
Seicho-No-le. Nega a eficácia da obra redentora de Jesus e o valor de seu sangue para remissão de pecados, chegando a dizer que “se o pecado existisse realmente, nem os budas todos do Universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui-lo” (“Kanro no hoou I-II-II. Chuvas de Nectáreas doutrinas”, Masaharu Taniguchi, 1979, sem numeração de páginas).
Mórmons. Afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, mas sem o cumprimento das leis estipuladas pela igreja não haverá salvação. Outro requisito foi exposto pelo profeta Brighan Young, que disse: “Nenhum homem ou mulher nesta dispensação entrará no reino celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith” (“Journal of Discourses”, vol. 7, 1989, p. 289). “O Homem tem de fazer o que pode pela própria salvação” (“Doutrinas de Salvação”, vol. 3, Joseph Fielding Smith, p. 91). Por isso, eles têm grande admiração por Smith.
Adventistas do Sétimo Dia. Por meio de sua profetisa Ellen Gould White, ensinam que a guarda do sábado implica salvação e que os benefícios da morte de Cristo nos serão aplicados desde que estejamos vivendo em harmonia com a lei, que, no caso, é guardar o sábado. “Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (“Testemunhos Seletos”, vol. 3, 2ª edição, 1956, p. 22). Crêem que a vida eterna só será concedida aos que guardarem a lei. A guarda obrigatória do sábado é essencial para a salvação.
Igreja da Unificação, do Rev. Moon. Doutrinas semelhantes são ensinadas. Desdenha os cristãos por acharem que foram salvos pelo sangue que Jesus verteu na cruz, chegando a dizer que os que assim ensinam estão enganados. Dizem: “Como tem sido vasto o número de cristãos, durante os 2000 anos de história cristã, que tinham plena confiança de terem sido completamente salvos pelo sangue da crucificação de Jesus” (“A Teologia da Unificação”, Young Moon Kim. AES-UCM, 1986, p.276).
Testemunhas de Jeová. Ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade para alguém alcançar sua própria salvação por meio das obras. Jesus simplesmente abriu o caminho. O restante é com o homem. Uma de suas obras diz: “Trabalhamos arduamente com o fim de obter nossa própria salvação” (“Nosso Ministério do Reino”, dezembro de 1984, p. 1). “Somos salvos por mais do que apenas crer na mensagem do Reino de todo o nosso coração; também temos de declarar publicamente esta mensagem do reino a outros, para que estes também possam ser salvos para o novo mundo de Deus” (“Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado”, p. 249, STV).
A Bíblia declara que todo aquele que nega a existência do pecado está mancomunado com o diabo, o pai da mentira (João 8.44 comparado com 1 João 1.8). A eficácia do sangue de Cristo para cancelar os pecados nos é apresentado como a mensagem central da Bíblia. É a base do perdão dos pecados (Efésios 1.7/ 1 João 1.7-9/ Apocalipse 1.5).
Com respeito à salvação pelas obras, a Bíblia é clara ao ensinar que “somos salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus, não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 1.8,9). Praticamos boas obras não para sermos salvos, mas porque somos salvos em Cristo Jesus, nosso Senhor.
As obras são o resultado da salvação, não o seu agente. O valor das obras está em nos disciplinar para a vida cristã (1 Coríntios 11.31,32/ Hebreus 12.5-11). Paulo declara em Colossenses 2.14-17 que o sábado semanal fazia parte das ordenanças da lei que foram cravadas na cruz e que não passavam de sombras, indicando assim que o verdadeiro descanso encontramos em Jesus (Mateus 11.28-30).
4. Divisão: Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer à organização ou à igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso da própria organização ou igreja.
Quase todas as seitas pregam isso, sobretudo as pseudocristãs, que se apresentam como a restauração do Cristianismo primitivo, que, segundo ensinam, sucumbiu à apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus. Acreditam que, uma determinada data, o movimento apareceu por vontade divina para restaurar o que foi perdido. Daí a ênfase de exclusividade. Outras, quando não pregam que não integram o Cristianismo redivivo, ensinam que todas as religiões são boas, contudo será seu grupo quem irá unir todas as demais, segundo o plano de Deus, pois elas foram criadas com essa finalidade, como é o caso da Fé Bahá’í e outros movimentos ecléticos.
O ladrão arrependido ao lado de Jesus entrou no Céu sem ser membro de nenhuma dessas seitas (Lucas 23.43), pois o pecador é salvo quando se arrepende (Lucas 13.3) e aceita a Jesus como Salvador único e pessoal (Atos 16.30,31). Desse modo, ensinar que uma organização religiosa possa salvar é pregar outro evangelho (2 Coríntios 11.4/ Gálatas 1.8), pois isso implica dividir a fidelidade a Deus com a fidelidade à organização e tira de Jesus Sua exclusividade de conduzir-nos ao Pai (João 14.6). Não há salvação sem Jesus (Atos 4.12/ 1 Coríntios 3.11).
OUTRAS CARACTERISTICAS
Falsas profecias: As testemunhas de Jeová, os adventistas do Sétimo Dia, os mórmons e outros já proclamaram o fim do mundo para datas específicas.
A Bíblia nos adverte contra os que marcam datas para eventos como fechamento da porta da graça, a vinda de Jesus (Deuteronômio 18.20-22/ Jeremias 14.14/ Ezequiel 13.1-8/ Mateus 24.23-25;).
Negam a ressurreição corporal de Cristo, admitindo que Jesus Cristo tenha ressuscitado apenas em espírito: Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, Igreja da Unificação, Kardecismo ensinam uma ressurreição espiritual de Jesus, afirmando que Seu corpo físico simplesmente foi escondido, ou que se evaporou; outros dizem que nem sequer ressuscitou (LBV), e ainda outros não acreditam que tenha morrido na cruz (Rosa Cruz, Islamismo, etc.).
Quanto à morte e ressurreição de Jesus, a Bíblia afirma que:
1. Jesus morreu realmente. Eis o processo de sua morte:
a) A agonia no Getsêmani (Lucas 22.44);
b) Açoitado brutalmente (Mateus 27.26/ Marcos 15.15/ João 19.1);
c) Mãos e pés cravados na cruz (Mateus 27.35/ Marcos 15.24);
d) Morte comprovada (João 19.33,34);
e) Sepultamento (João 19.38-40).
2. Ressuscitou corporalmente:
a) Ressurreição predita (João 2.19-22);
b) O túmulo vazio comprova a ressurreição (Lucas 24. 1-3);
c) Suas aparições (Lucas 24.36-39/ João 20.25-28).
3. Negar a ressurreição de Jesus é ser falsa testemunha contra Deus, pois:
a) Essa é a mensagem do Evangelho (1 Coríntios 15.14-17);
b) A expressão Filho do Homem designa a forma da Sua segunda vinda e testifica que Jesus mantém Seu corpo ressuscitado (Mateus 24.29-31/ Atos 7.55-59/ FiIipenses 3.20,21);
c) O corpo glorificado de Jesus está no Céu (1 Timóteo 2.5).