

O DIREITO HOMOSSEXUAL - PARTE 3
O PONTO DE VISTA BÍBLICO
Do ponto de vista bíblico, o homossexualismo é tão pecado quanto a mentir, adulterar, prostituir, etc. A despeito de ser um comportamento aprovado em muitas sociedades antigas e modernas, o homossexualismo é pecado. A rejeição à prática homossexualismo é clara na Palavra de Deus.
Em Levítico 18.22, constatamos uma exortação direta a não dar lugar a essa prática. Em Levítico 20.13, vemos que a pena na Lei mosaica para quem praticasse o homossexualismo era a morte.
No Novo Testamento, apesar de não haver mais a pena de morte, observamos que a morte espiritual persiste para o homossexual, entregue por Deus ao que Paulo chamou, em Romanos 1.26-28, de sentimento perverso ou disposição mental reprovável. Neste mesmo texto, o homossexualismo é denominado paixão infame; torpeza; erro. Leia 1 Timóteo 1.8-11.
Em 1 Coríntios 6.9-11, está claro que nem os efeminados nem os sodomitas (ou seja, os homossexuais passivos e os ativos) herdarão o reino dos céus. A menos que eles se arrependam dessa prática abominável aos olhos de Deus e convertam-se a Cristo, serão condenados a passar a eternidade no inferno, um lugar de pranto, dor e ranger de dentes (Mateus 13.40-42; 24.51).
Embora remédios e técnicas terapêuticas não possam transformar um homossexual em heterossexual, se ele reconhecer seu erro, confessá-lo a Deus, pedir perdão e entregar sua vida a Cristo, será justificado pelo sangue de Jesus, liberto do pecado que o domina e transformado em uma nova criatura. Mas, para isso, é preciso, sobretudo, que o homossexual tenha consciência da sua condição pecaminosa e queira dar um novo rumo à sua vida. É uma decisão pessoal dele render-se à verdade, entregar-se a Cristo.
Os homossexuais argumentam que não fazem mal a ninguém e por isso não seriam punidos pelo fato deles serem homossexuais. Entretanto, não fazer mal a ninguém não tira o peso de pecado do homossexualismo.
Pecado não é necessariamente errar contra o próximo, mas errar contra Deus. Pecado significa errar o alvo. Erra o alvo significar desviar do perfeito propósito de Deus. O homossexualismo é contrário a criação prefeita de Deus, por isso a Bíblia considera como pecado.
Biologicamente falando, o corpo masculino foi arquitetado para se relacionar sexualmente com o corpo feminino, e vice-versa. Fora isso é contrário a criação e tudo que é contrário a criação se torna pecado diante de Deus.
Outro argumento dos homossexuais é que Deus ama a todos e é a favor de todas as formas de amor. Porém, essa não é bem a verdade. Deus ama o ser humano, mas não concorda com suas práticas pecaminosas.
Deus ama a todos igualmente. Da mesma forma que Ele ama um homossexual, Ele ama uma prostituta, um criminoso, um assassino, uma pessoa bondosa, etc. A diferença não está no amor de Deus, mas sim de quem recebe. Quem se afasta do pecado, mais se aproxima de Deus, mais aproxima do Seu amor, mais recebe do Seu amor (confere Lucas 7.36-50).
Por exemplo, a mãe deixaria seu filho ficar todo sujo de lama na casa totalmente limpa só porque o ama? Evidentemente que não. Ela iria mandá-lo tomar banho. E se ele não quisesse? Se ele for de maior, ele não ficaria em casa. Se for de menor, a mãe como responsável colocaria ele em disciplina. No entanto, o amor dela não passará pelo fato de não aceitá-lo sujo de lama.
Assim é com Deus. O pecado para Deus é como vermos alguém sujo de lama. Da mesma forma que uma mãe não aceita ver o filho sujo de lama, também Deus não aceita ver o homem sujo do pecado. E da mesma forma em que o amor da mãe não diminui pelo fato dela não concordar com o filho sujo, também o amor de Deus não diminui por causa do pecado. A sujeira da lama afasta a mãe do filho, não o amor dela. O pecado afasta o homem de Deus, e não o amor Deste.
Só que Deus irá tratar com aqueles que querem compromisso com Ele. Quem não quiser, Ele deixa seguir o próprio caminho. Mas aquele que quer compromisso com Deus tem que estar limpo do pecado pra se manter um relacionamento com Ele. Pra ficar na casa limpa, tem que tomar banho primeiro.
Amar não é concordar ou consentir com comportamento inadequado aos princípios bíblicos. Nós, evangélicos, devemos amar os homossexuais, mas não concordar com a prática homossexual. Como igreja de Cristo, coluna e baluarte da verdade, cabe a nós pregar o Evangelho e convocar os pecadores ao arrependimento.
Não se trata de homofobia [aversão violenta a homossexuais] nem preconceito religioso, e sim de seguirmos princípios éticos, morais e espirituais que se baseiam no conhecimento que temos da Lei e da vontade de Deus para o ser humano ter uma vida plena, feliz e eterna.
Embora sejamos contra a prática homossexual, nós cristãos não julgamos os gays como doentes, desprezíveis, que praticam homossexualidade conscientemente em contrariedade aos princípios de Deus. Temos a consciência de que eles são pessoas que precisam ser respeitadas e amadas, e que precisam encontrar o verdadeiro caminho em Cristo Jesus.
Todos nós somos pecadores. Todos nós temos um pecado que nos aprisiona. A Palavra nos acusa diretamente naquilo que mais somos aprisionados. Contudo, a Palavra não faz isso para nos condenar, mas para nos alertar, para nos levar ao arrependimento e para nos levar libertação e a remissão do pecado pelo poder de Cristo.
Por que tomamos banho todos os dias? Por que reconhecemos que a sujeira faz mal a saúde e também por não suportarmos ficar sujos. Quando entendemos a realidade do pecado, entendemos o mal que ele faz a nossa espiritualidade e entendendo isso de maneira espiritual, o nosso espírito não suporta continuar no pecado.
Assim como corremos atrás de banho para nos limpar da sujeira natural, quando nós reconhecemos os riscos do pecado corremos atrás de uma solução. Corremos atrás Daquele que nos alertou, isto é, buscaremos o compromisso com Deus e com a Sua Palavra. O Evangelho nos faz enxergar nossos pecados, e os riscos deles, nos mostrando o caminho para que possamos nos tornar limpos em Deus.
Existe, porém, outro problema. O nosso orgulho. Segundo a Bíblia, a nossa natureza guerreia intensamente contra a vontade de Deus (Romanos 8.5-8/ Gálatas 5.16,17), por isso para que possamos seguir os caminhos de Deus, é preciso renunciarmos nossas vontades, nosso ego, nosso orgulho (Lucas 9.23-25 [confere Mateus 10.37-39/ João 12.25,26]/ Gálatas 2.19,20; 5.24,25; 6.14). O homem por si mesmo não entende as coisas espirituais, por isso acredita que suas condutas pecaminosas são normais. É preciso ter um encontro espiritual com Cristo para poder enxergar os danos do pecado na sua vida espiritual e encontrar o caminho para a regeneração (João 1.1-13; 3.1-8; 16.7-11/ Romanos 6.1-14; 7.7-25; 8.1-4/ 1 Coríntios 2.6-16/ Tito 3.3-7).
Todos os pecados denunciados pela Bíblia, menos um, são passivos de perdão e remissão pela Graça de Cristo. Quando denunciamos o homossexualismo como pecado, não estamos com isso querendo condenar o homossexual, mas de anunciar de que ele necessita da Graça de Deus, que ele necessita de salvação, que há solução para o seu comportamento, que Jesus Cristo tem poder para livrar desse pecado e levá-lo a uma vida digna do Reino de Deus.
Jesus não veio para condenar ninguém, muito menos os homossexuais (João 3.16-21/ confere Lucas 9.51-56). Ele quer perdoá-los, quer remi-los de seus pecados, quer transformá-los numa nova criatura segundo a criação de Deus e levá-los para o Reino de Deus na eternidade (1 Timóteo 2.1-6/ 2 Pedro 3.9). Se eles permanecerem em suas práticas, segundo a Bíblia eles receberam a recompensa de seus atos e não estarão na eternidade no Reino de Deus (Mateus 16.27/ Apocalipse 22.11,12).