

MORMONISMO (PARTE 2)
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10- Jesus foi casado e era polígamo?
O mormonismo ensina que o casamento de Jesus se realizou nas boas de Caná de Galiléia. “Jesus Cristo foi casado em Caná da Galiléia, com Maria, Marta, e outras foram suas mulheres e ele gerou filhos” (Journal of Discourses, vol. 2, p. 21). O texto bíblico registra que Jesus foi convidado para esse casamento e não o noivo (João 2.1-13). “... o grande Messias, que foi o fundador do Cristianismo, foi um polígamo... O Messias resolveu aceitar sua descendência; e pelo casamento com nobres mulheres mostrou, à geração futura, sua aprovação para com a pluralidade de esposas... Deus, o Pai, teve uma pluralidade de mulheres... O Filho seguiu o exemplo de seu Pai e tornou-se um grande noivo para quem rainhas e muitas nobres mulheres lhe foram dadas em casamento” (Orson Pratt, edição 1853, “Were Does It Sap That?”, Bob Witte, pp. 10-16).
Assim, segundo o mormonismo, Jesus não se casou apenas uma vez. Tinha três mulheres: Maria, Maria Madalena e Marta. E ainda segundo os mórmons, esta prática o tivesse levado à cruz: “A grande razão de o povo ter rejeitado a cruz e seus discípulos causando a sua crucificação, foi, evidentemente por causa da poligamia... A crença na pluralidade de esposas causou-lhe sua perseguição e aos seus seguidores. Isto nos leva à conclusão de que eles foram mórmons” (Journal of Discourses, vol. 1, Jedediah M. Grant, edição 1853 – “Were Does It Sap That?”, Bob Witte, p. 10,11).
Em nenhum lugar da Bíblia Deus ordena a poligamia ou que o Pai e o Filho fossem polígamos. Na criação, Deus deu um padrão de conduta para o casal: “Portanto deixará o homem seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne” (Gênesis 2.24). Embora alguns povos do Antigo Testamento se dessem a essa prática, nunca foi essa a vontade de Deus. Ele indicou sua tristeza por essa prática (Deuteronômio 17.17). Como poderia Jesus ser polígamo se o seu ensino era contrário a tal prática? (Mateus 5.31,32; 19.5,6).
A monogamia é o padrão de Deus para o casamento. Deus criou o casamento monogâmico como modelo (Gênesis 1.27; 2.21-25), esse modelo foi desfeito pelo pecado e insensibilidade do coração do homem (Gênesis 4.23). A poligamia nunca foi estabelecida por Deus, sob quaisquer circunstâncias. O apóstolo Paulo insistiu que um líder congregacional deveria ser marido de uma só esposa (1 Timóteo 3.12). Em lugar de qualquer incentivo, encontramos exortações e denúncias quanto às conseqüências deste ensinamento extrabíblico (Deuteronômio 17.17/ 1 Reis 11.2).
Em seus ensinos sobre a pluralidade de esposas, Joseph Smith Jr. diz: “Na verdade, assim diz o Senhor, meu servo José, sendo que me procuraste e pediste que pudesse saber e compreender como é que eu, o Senhor, justifiquei aos meus servos Abraão, Isaac e Jacó, assim como a Moisés, Davi e Salomão no que diz respeito ao princípio e doutrina de terem muitas esposas e concubinas. Eis que vede, Eu sou o Senhor teu Deus, e te responderei quanto a esse assunto. Portanto, prepara o teu coração para receber e obedecer as instruções que estou prestes a te dar; pois todos, a quem esta lei é revelada, devem obedecê-la... no tocante à lei do sacerdócio, se um homem desposar uma virgem, e desejar outra esposa, e a primeira o consentir, e se ele desposar a segunda e elas forem virgens, e não tiverem comprometido a nenhum outro homem, então ele será justificado; não estará cometendo adultério, porque elas lhe foram dadas, e ele não pode cometer adultério como o que pertence a ele e a ninguém mais. E se dez virgens lhe forem dadas por esta lei, ele não está cometendo adultério, pois elas lhe pertencem e lhe são dada; portanto ele estará justificado” (Doutrina e Convênios, Seção 132.1-5,61-62 – edição 1950 – p. 24).
Na ocasião do recebimento da revelação da poligamia (12 de julho de 1843), Joseph Smith Jr., já era casado. Então parte de sua revelação foi dirigida à sua esposa Emma Smith nos seguintes termos: “E que minha serva Emma Smith, receba todas as que foram dadas ao meu servo José e que são virtuosas e puras perante mim; e as que não são puras, serão destruídas, diz o Senhor... E mando que a minha serva Emma Smith permaneça com o meu servo José apegando-se a ele e a nenhum outro. Mas se ela não guardar este mandamento será destruída, diz o Senhor, pois sou o Senhor teu Deus, e a destruirei se ela não guardar a minha lei” (Doutrinas e Convênios, 132.52-54 – edição 1950 – p. 24). Joseph Smith Jr. foi tão obediente a este convênio sobre a poligamia que não se contentou com dez mulheres e chegou a ter 48 mulheres.
É interessante observar que o Livro de Mórmon condena a incongruência dos ensinos e práticas dos mórmons sobre a poligamia. “E então aconteceu que Zenife conferiu o reino a Noé, um de seus filhos; portanto Noé começou a reinar em seu lugar; e ele não seguiu os caminhos de seu pai. Pois eis que não guardou os mandamentos de Deus, mas seguiu os desejos de seu próprio coração. E teve muitas esposas e concubinas. E levou o seu povo a cometer pecados e a fazer o que era abominável aos olhos do Senhor. Sim, e cometeram libertinagens e todo tipo de iniqüidade” (Mosias 11.1,2 – Livro de Mórmon). “Eis que Davi e Salomão realmente tiveram muitas concubinas, o que foi abominável diante de mim diz o Senhor... Portanto, meus irmãos, ouvi-me e escutai a Palavra do Senhor. Pois que nenhum homem dentre vós deve ter mais do que uma esposa, e não terá nenhuma concubina” (Jacó 2.24-27 – Livro de Mórmon).
11- O pecado de Adão e Eva foi um grande mal ou uma grande bênção?
A Bíblia ensina que a queda do homem foi um grande mal, e que, através disso, o pecado entrou no mundo, pondo todos os seres humanos debaixo da condenação e da morte. Assim, todos os seres humanos nascem com uma natureza pecaminosa, e serão julgados pelos pecados que cometem, individualmente (Ezequiel 18.1-20/ Romanos 5.12-21).
Ao contrário, a igreja mórmon ensina que o pecado de Adão era “um passo necessário no plano da vida e uma grande bênção para toda a humanidade” (Princípios do Evangelho, p. 31). Ensinam os mórmons que Adão e Eva receberam de Deus dois mandamentos conflitantes: 1) Multiplicar-se e povoar a terra (Gênesis 1.28). 2) Não comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal (Gênesis 2.15-17).
“Se não quebrassem o segundo mandamento não poderiam cumprir o primeiro, pois permaneceriam imortais e neste estado não teriam filhos” (Mórmon Doctrine – pp. 268,269, edição 1979, Bruce R. McConkie). “E vedes, portanto, que, se Adão não houvesse transgredido não teria caído e teria permanecido no jardim do Éden. E todas as coisas que foram criadas deveriam ter permanecido no mesmo estado em que estavam depois de terem sido criadas; e assim deviam permanecer para sempre sem ter fim. E não teriam tido filhos; pois teriam permanecido num estado de inocência, não tendo alegria, pois que não conheceriam a miséria; não fazendo o bem, pois não conheceriam o mal. Mas eis que todas as coisas foram feitas pela sabedoria dAquele que conhece tudo. Adão caiu, para que o homem existisse; e os homens existem para que tenham alegria” (2 Néfi 2.22-25 – Livro de Mórmon).
A Bíblia não diz em nenhuma parte que Adão e Eva teriam de se tornar mortais antes de poderem ter filhos. Ademais, se conhecer o pecado é um pré-requisito para se fazer o bem, então Jesus não fez nada de bom, pois Ele não conhece pecado (2 Coríntios 5.21/ Hebreus 7.26).
12- Podemos nos fazer dignos diante de Deus por nossos próprios méritos?
A Bíblia ensina que sem a obra redentora de Jesus Cristo na cruz estamos espiritualmente “mortos em nossos delitos e pecados” (Efésios 2.1,5) e somos incapazes de salvarmos a nós mesmos. Em Sua misericórdia, Deus perdoa todos os nossos pecados e nos faz dignos exclusivamente por meio de Sua graça independente de mérito humano ou de obras que venhamos a praticar (Efésios 2.8,9/ Tito 3.5). A nós só nos resta aderir a Cristo com fé, de todo o coração. (Sem dúvida, é verdade que sem a evidência de uma vida transformada, um testemunho de fé em Jesus Cristo é duvidoso; salvação pela graça através da fé não significa que possamos viver como quisermos – Romanos 6.1-4).
Ao contrário, a igreja mórmon ensina que a vida eterna na presença de Deus (o que eles chamam de “exaltação no reino celestial”) deve ser ganha através da obediência a todos os mandamentos da igreja mórmon, incluindo os rituais exclusivos do templo mórmon. As obras são um requisito indispensável para obter a salvação, entendida como a entrada no “reino celestial” (Princípios do Evangelho, pp. 69,290-292/ Terceira Regra de Fé - na Pérola de Grande Valor/ Livro de Mórmon – 2 Nefi 25.23).
13- Pecados expiados com o próprio sangue?
Anunciando um outro Jesus (2 Coríntios 11.4), fazem crer que mais do que alcançou Jesus como resultado de Sua obra expiatória, alcançou Joseph Smith Jr.: “Eu tenho mais do que me gabar do que qualquer homem teve. Eu sou o único homem que manteve uma igreja inteira unida desde os dias de Adão. Uma grande maioria deles todos tem permanecido fiéis a mim. Nem Paulo, nem João, nem Pedro, nem Jesus jamais o fizeram. Eu me gabo de que nenhum homem fez uma obra tal como a minha” (History of Church, vol. 6, edição 1978, pp. 408,409). Como a Bíblia afirma que a soberba precede a ruína, essa declaração de Joseph Smith Jr. se deu em 26 de maio de 1844 e no mesmo ano, em 27 de junho de 1844, ele foi assassinado por uma multidão enfurecida.
Segundo o mormonismo há um tipo de expiação pelo sangue segundo a qual certos pecados que, quando cometidos, colocam o pecador fora do alcance da redenção pelo sangue de Jesus. Nessas situações a pessoa pecadora deve expiar seus próprios pecados com seu próprio sangue: “Joseph Smith ensina que existem certos pecados tão nefandos que o homem pode cometer, que colocarão o transgressor além do poder da expiação de Cristo. Se forem cometidas tais ofensas, aí o sangue de Cristo não o limpará de seus pecados, mesmo que se arrependa. Por isso, sua única esperança é ter o próprio sangue em expiação, à medida do possível, em favor próprio. Isto é doutrina escriturística e ensinada em todas as obras padrão da Igreja” (Doutrinas da Salvação, vol. 1, edição 1994, p. 146, Joseph Fielding Smith).
É inadmissível que os líderes mórmons, que se vangloriam de ser guiados por Deus, pudessem levar o seu povo a lugares tão distantes da Bíblia (João 1.29/ 1 João 1.7,9). Se Joseph Smith ensina que a lei do sacrifício precisa ser restaurada, ou se nós devemos pagar por nossos pecados derramando nosso próprio sangue, ou ainda, se devemos nos esforçar por conseguir nossa própria salvação por obediência às leis e ordenanças do Evangelho, então Cristo morreu em vão (2 Coríntios 4.3,4/ Gálatas 2.21).
14- A morte expiatória de Cristo beneficia aqueles que o rejeitam?
A Bíblia ensina que o propósito principal da expiação de Jesus Cristo é prover a solução completa para o problema do pecado. Sem dúvida, os que recusam a graça de Deus nesta vida não terão parte nesta salvação, sendo que estão debaixo da condenação de Deus por toda a eternidade (João 3.36/ Hebreus 9.27/ 1 João 5.11,12).
Ao contrário, a igreja mórmon ensina que o propósito da expiação de Jesus Cristo é de dar ressurreição e imortalidade a toda pessoa sem importar que tal pessoa receba a Cristo pela fé ou não. A expiação realizada por Cristo é somente uma parte do que se requer para ser digno e obter a vida eterna; para isto é também imprescindível a obediência a todos os mandamentos da igreja mórmon, o que inclui os exclusivos rituais do templo mórmom (Princípios do Evangelho, pp. 68-69, 359).
15- Devemos fazer batismo pelos mortos?
Os mórmons ensinam a doutrina de batismo pelos mortos com base em 1 Coríntios 15.29. Dizem que o batismo pelos mortos é uma ordenança das Escrituras para salvar os mortos através do batismo realizado pelos seus respectivos descendentes no templo (Ensinamento do Profeta Joseph Smith, edição 1975, p. 188,355). Os mórmons ainda afirmam que essa ordenança é a maior e mais importante de todas, é o mais glorioso de todos os assuntos pertencentes ao Evangelho (Doutrina de Salvação, vol. 2, p. 140,146/ Princípios do Evangelho, edição 1988, p. 248/ Doutrina e Convênios, 128.17, edição 1997, p. 301). Joseph Smith Jr. afirmou que “a maior responsabilidade neste mundo que Deus nos impôs é a de buscar nossos mortos”, para que eles sejam redimidos e que “não podemos ser aperfeiçoados sem nossos mortos fiéis, que são igualmente herdeiros da exaltação celestial”.
A palavra chave para entendermos a passagem de 1 Coríntios 1.29 é o pronome “eles”, a fim de sabermos a quem Paulo falava. Paulo usa no mesmo capítulo pronomes como vós, vos, vossa, nossa, nós, nos. Somente no versículo 29 é que ele muda de tratamento: os que se batizam (eles). Considerando que há apenas um texto na Bíblia que se refere a este ensino e que Paulo se dirige a alguns não se incluindo entre eles, isto não tem apoio bíblico para tal ensino. Ademais em Hebreus 9.27 lemos: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disto o juízo”. Em 2 Coríntios 6.2 lemos: “Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação”. Tais textos ensinam que após a morte vem o juízo (e não o batismo), e que hoje é o dia da salvação e não depois da morte. O interessante que a mais importante doutrina mórmon não consta no Livro de Mórmon, o qual não admite a possibilidade de salvação depois da morte (Alma 34.31-35 – Livro de Mórmon).
A realização do batismo pelos mortos é feito no templo, fazendo a pesquisa da genealogia, identificando os ancestrais, escrevendo os nomes, locais de nascimento, datas de nascimento e os nomes dos pais (Princípios do Evangelho – Edição 1988, p.249). Se o apóstolo Paulo tivesse entendido algo sobre o trabalho em favor dos mortos nos templos, ele não teria condenado tais práticas: “Nem se dêem às fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora” (1 Timóteo 1.4). “Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vás” (Tito 3.9).
16- Casamento eterno?
Os mórmons ensinam que o casamento no templo sela (une ou liga) um homem e uma mulher como marido e esposa para a vida aqui na terra e para a eternidade, e os filhos que nascem sobre esse convênio, estarão automaticamente selados a seus pais para toda a eternidade.
O único casamento eterno de que fala a Bíblia é o casamento espiritual entre o crente e Cristo (2 Coríntios 1.2/ Apocalipse 19.7-9). Cristo nunca mencionou a necessidade de casamento eterno. Na verdade, Ele falou exatamente o contrário (Mateus 22.29,30/ Lucas 20.34-36). A união entre um homem e uma mulher não tem continuidade no céu.
17- A Bíblia é a única e definitiva Palavra de Deus?
Uma das marcas das seitas é negar a inerrância da Bíblia. A igreja mórmon ensina que a Bíblia foi adulterada, tem perdido muitas de suas verdades, que é corrupta e não contém o Evangelho em toda a sua plenitude. “Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta a sua tradução. E cremos também ser o ‘Livro de Mormon’ a Palavra de Deus (Artigo 8)” (Regras de Fé, edição 1981 – p. 252, James E. Talmage).
“Creio na Bíblia tal como se encontrava ao sair da pena de seus escritores originais. Os tradutores ignorantes, os copistas descuidados e os sacerdotes intrigantes e corruptos, cometeram muitos erros” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, edição 1975, p. 319, Joseph Fielding Smtih). “E, depois de transmitida pelas mãos dos doze apóstolos do Cordeiro, dos judeus aos gentios, vês a fundação de uma grande e abominável igreja, que é a mais abominável dentre todas as outras igrejas: pois que despojam o Evangelho do Cordeiro de muitas partes que são claras e sumamente preciosas, como também de muitos dos convênios do Senhor” (1 Néfi 13.26 – Livro de Mórmon).
“Não há e não pode haver uma tradução absolutamente fidedigna desta e de outras Escrituras, a menos que se tenha feito por intermédio do dom de tradução, como uma das dádivas do Espírito Santo. O tradutor deve ter o espírito de profecia se deseja expressar em outro idioma as palavras do profeta: e a sabedoria humana, por si só, não conduz a essa possessão. Leia-se, pois a Bíblia reverentemente e com cuidado e oração, buscando o leitor a luz do Espírito para poder sempre distinguir entre a verdade e os erros dos homens” (Regras de Fé, edição 1981 – p. 221, James E. Talmage). “Tu, tolo, tu dirás: Uma Bíblia, temos uma Bíblia, e não necessitamos mais de Bíblia. Terias obtido uma Bíblia se não fosse pelas mãos dos judeus. E, portanto, porque tendes uma Bíblia, não deveis supor que ela contém todas as minhas palavras; nem deveis supor que eu não permitir que se escrevesse mais” (2 Néfi 29.6,9 – Livro de Mórmon, edição 1951 – pp. 128-129).
Então segundo os mórmons, a Bíblia não é suficiente. Mas nós temos a Bíblia como suficiente. A Bíblia ensina que a Bíblia é a única, final e infalível Palavra de Deus (1 Tessalonicenses 2.13/ 2 Timóteo 3.16,17/ Hebreus 1.1,2/ 2 Pedro 1.21) e que ela permanecerá para sempre (1 Pedro 1.23-25). Na verdade não contém todas as palavras de Cristo, mas o que traz sobre Ele é o suficiente para a aquisição da vida eterna (João 5.39; 20.30,31). Os apóstolos foram ensinados pessoalmente pela Bíblia (Lucas 24.45-48). Deus falou por profetas, cujas palavras estão registradas na Bíblia (Atos 17.11,12/ 2 Timóteo 2.15/ Colossenses 3.16/ Hebreus 1.1,2/ 1 Pedro 2.2).
Assim como Deus pôde dar sua Palavra também a pôde preservar. Ele tem inculcado uma fidelidade fervente à sua Palavra nos corações de muitos eruditos e tradutores retos. Através dos séculos, muitos de seu povo verdadeiro têm dado a vida para preservar a pureza da Palavra de Deus. A preservação providencial, por parte de Deus, do texto bíblico tem sido maravilhosamente confirmada pela arqueologia e pela história, a exemplo da descoberta dos Rolos do Mar Morto.
Tem se encontrado mais de 5.000 manuscritos gregos, só do Novo Testamento, e pedaços de manuscritos da Palavra de Deus praticamente por toda a Europa e Ásia. Portanto não precisamos depender da tradução de um só manuscrito. A harmonia e a exatidão desses manuscritos são espantosas. Os escritos dos país da igreja, alguns deles contemporâneos do apóstolo João, contêm o texto de praticamente todo o Novo Testamento. Estes escritos conferem exatamente como os manuscritos do Novo Testamento que usamos. As descobertas dos Rolos do Mar Morto (ano de 1947) comprovam a autenticidade da Bíblia Sagrada, pois foram achados manuscritos do Velho Testamento de 100 a.C que são idênticos e harmonizam com as versões mais recentes. Isto comprova que temos a Palavra de Deus como foi dada originalmente. Jesus declarou: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35). E o infalível Filho de Deus não está enganado nem mente. Questionar a Bíblia é questionar a autoridade e a fidelidade do Senhor Jesus Cristo.
Com freqüência lemos a respeito de Sócrates, e sua história é amplamente aceita sem questionamento. Entretanto a prova de que Sócrates tenha existido vem de um só manuscrito por uma única pessoa, Platão! Outra referência que temos deste filósofo grego está contida no manuscrito de uma peça cômica escrita por um autor grego chamado Aristófanes. Ainda assim ninguém duvida da existência de Sócrates.
Muito da história que comumente aceitamos como verdade, vem-nos de fontes muito antigas. A história de Júlio César e das guerras gálicas está registrada em vários manuscritos, mas o mais antigo é datado de 900 anos depois da época de César. Mesmo assim aceitamos, como fato inconteste, a veracidade dessa história.
Por outro lado, temos milhares de manuscritos e porções de manuscritos que vêm de lugares diferentes concernentes a Jesus Cristo e à sua Palavra. Isto significa que algum escriba, mesmo que Deus o tivesse permitido, poderia ter mudado alguma coisa na tradução sem que tal mudança tivesse sido verificada por outro estudioso da Bíblia. Pois estes manuscritos têm sido comparados assiduamente, vezes sem conta, tanto pelos inimigos como pelos amigos de Jesus Cristo.
18- “Livro de Mórmon”, um outro testamento de Jesus Cristo?
Diz o seguinte na capa do Livro de Mórmon: “UM OUTRO TESTAMENTO DE JESUS CRISTO”. A palavra Testamento significa: “Declaração autêntica através da qual alguém dispõe dos seus bens, distribuindo-os em benefício de outrem, para depois de sua morte” (Dicionário da Língua Portuguesa – Carvalho). A Bíblia chama a história de Jesus Cristo de Novo Testamento ou Pacto (Lucas 22.20), pelo fato que tudo o que Ele fez e pregou teria o seu valor confirmado na sua morte na Cruz do Calvário (Matues 26.54/ Lucas.13.33/ João.11.50; 12.24). Quando o Senhor Jesus entregou o seu espírito na Cruz (Mateus 27.50) deixou consumado a nossa redenção (Lucas 2.38/ João 19.30). A nossa herança, que recebemos de Cristo, é a nossa salvação (Mateus 25.34/ Romanos 8.17). A palavra Evangelho significa: “Boas Novas” (Lucas 4.18), é a mensagem anunciada pelo Cristianismo, é também os livros em que se registra a história de nosso Senhor Jesus. Nos Evangelhos se encontram a nossa garantia de que herdamos as bênçãos de Cristo, ou seja, o evangelho é o Testamento de Cristo para as nossas vidas.
Os mórmons afirmam que têm um outro testamento de Jesus, mas o apóstolo Paulo diz o seguinte: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” (Gálatas 1.8,9). Quando argumentamos, com os mórmons, que eles pregam um outro evangelho e que por isso são malditos, eles argumentam que o Livro de Mórmon é um outro testamento e não evangelho, tentando assim escaparem do texto bíblico. Entretanto, a Bíblia nos deixa esclarecidos de que, o Evangelho de Cristo é o seu Testamento, ou seja, os mórmons pregam um outro evangelho que está contido em um outro testamento e se fazem malditos por isso. Sobre a Bíblia, leiamos: “… por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito…” (1 Coríntios 4.6). A Bíblia é a única Palavra de Deus e nunca passará, pois esta firmada para todo o sempre (confere Jeremias 1.12/ Salmos 119.89/ Mateus 24.35).
Há outros problemas que colocam a credibilidade do Livro de Mórmon em xeque. O livro de Mórmon faz menção de espadas, capacetes, escudos (Alma 3.5; 43.18/ Éter 15.15); cereais, sedas, gado, bois, vacas, carneiros, porcos, cabras, cavalos, burros, elefantes (Éter 9.17-19); ferro, cobre, bronze, aço (Jarom 1.8/ 2 Néfi 5.15). Os animais e os metais citados não existiam na América antes de 1492. Sabemos que essas coisas foram introduzidas pelos descobridores da América. O Livro de Mórmon fala de civilizações, edifícios, templos, sinagogas, santuários etc. (Helemã 3.14/ Alma 16.13). O Livro de Mórmon apresenta uma lista de 38 cidades, mas, na verdade, jamais existiu qualquer uma delas. Onde estão as provas de tudo isso? O Departamento de Antropologia da Universidade de Colúmbia disse o seguinte sobre o Livro de Mórmon: “O LIVRO É INCORRETO, bíblica, histórica e cientificamente”. Até mesmo as informações históricas mais elementares, como por exemplo o local do nascimento de Jesus – Belém de Judá (Mateus 2.1/ Lucas 2.4-11), que o Livro de Mórmon diz que Jesus nasceu em Jerusalém (Alma 7.10). O Livro de Mórmon usa a palavra francesa adieu, “adeus”, no final do livro de Jacó: “Brethren, adieu” (Jacó 7.27), que segundo o próprio livro, na nota, diz ser datado de 544 a 421 a.C. A língua francesa não existiu antes do ano 700 d.C.
Não há como aceitar a conversa dos mórmons sobre a inspiração do Livro de Mórmon. Se o Livro de Mórmon for verdadeiro a História e a Bíblia estão erradas, mas o certo é, nem a História e nem a Bíblia estão erradas e sim o Livro de Mórmon. A Bíblia é a revelação divina, completa e perfeita. Nada se pode acrescentar a ela nem dela nada pode subtrair-se, sem incorrer na maldição divina (Apocalipse 22.18,19). É pena ver que os mórmons estão debaixo dessa maldição.
Além, do Livro de Mórmon, eles usam mais dois livros como sendo complemento da Bíblia. São os seguintes livros: Doutrina e Convênio e Pérola de Grande Valor, ambos escrito por Smith e melhorado pelos seus comparsas. Esses dois livros são tão heréticos como o Livro de Mórmon.
Se todas as razões apresentadas contra o Livro de Mórmon não convencerem seus leitores da sua veracidade, há um recurso de que se valem que se tornará a prova por excelência – o ardor no peito. “E, quando receberdes estas coisas, peço-vos que perguntais a Deus, o Pai eterno, em nome de Cristo, se estas coisas são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com boa intenção, tendo fé em Cristo, Ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo” (Morôni 10.4 – Livro de Mórmon). “Mas eis que eu te digo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que estás certo” (Doutrina e Convênios, 9.6, edição 1997, p. 17).
Para um cristão fiel que acredita na direção bíblica, orar sobre o Livro de Mórmon é nada mais nada menos do que um sacrilégio. Em nenhuma parte a Bíblia diz para o cristão pegar qualquer livro religioso e orar para saber se ele é verdadeiro ou não.
O teste mórmon para comprovar a autenticidade do Livro de Mórmon por suas mentes e sentimentos não tem base bíblica. A mente do homem foi corrompida pelo pecado e, consequentemente é enganosa (Jeremias 17.9/ Romanos 1.28/ Efésios 4.17/ Tito 1.15). O certo é proceder como os cristãos bereanos que foram às Escrituras para comprovar se o que Paulo pregava tinha apoio bíblico (Atos 17.11).
A Bíblia ensina sobre como se deve testar um profeta que traz uma mensagem como sendo de Deus aos homens (Deuteronômio 13.1-5; 18.20/ Isaías 8.20). Onde a Bíblia afirma que os crentes devem testar aquilo que se diz ser escritura de Deus por meio de oração? Tiago 1.5 é endereçado aos cristãos que estão buscando sabedoria, não conhecimento e, portanto, não pode ser aplicado pelos mórmons. Veja sobre o que os cristãos devem se prevenir em 1 João 4.1.
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